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sábado, 3 de abril de 2010

QUE PÁSCOA É ESSA?


A sociedade contemporânea está enferma. Homens e mulheres, descontroladamente, são levados a comprar, sem necessidade. Fazem do consumo uma opção de lazer e uma forma de libertação. Os shoppings centers se tornaram os templos dessa sociedade de consumo. O consumismo tem assumido datas cristãs criando símbolos para celebrações explicitamente pagãs que nada têm a ver com a mensagem bíblica. A exemplo disso vemos no natal, personagens criados para alimentar o espírito consumista das pessoas. Também na páscoa encontramos a figura simbólica do coelho que põe ovos de chocolates. Já nos acostumamos ao ritualismo consumista da páscoa. Compramos chocolates caros para as crianças e para aqueles que amamos e admiramos.
Não desejo me opor a nenhuma pessoa específica e nem impedir as pessoas de demonstrarem carinho umas às outras dando chocolates de presente na páscoa. Isso é saudável. O que questiono é se há necessidade de fazermos de gastarmos tanto assumindo crediários em 6 parcelas para adquirirmos ovos de chocolate e outras guloseimas que nos apresentam nessa época. Que páscoa é essa?
A páscoa cristã deve nos lembrar da cruz e da ressurreição de Cristo como os símbolos mais importantes do cristianismo, pois marcam a história da figura central das Escrituras Sagradas, que é Jesus Cristo. Ele, em obediência à missão que o Pai lhe dera, humilhou-se, como nos ensina Filipenses 2.5-8: “...pois Ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou com usurpação o ser igual a Deus; antes a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte, e morte de cruz”.
O sacrifício de Jesus na cruz nos deu vida, como registrado em Efésio 2.1: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados”. John Stott, em seu livro “Cristianismo Básico”, afirma que o pecado causou uma separação; a cruz realizou uma junção ou reconciliação. O pecado gera a inimizade; a cruz veio trazer paz. O pecado criou um golfo entre o homem e Deus; a cruz realizou uma ponte. O pecado quebrou a comunhão; a cruz restaurou-a. Enfim, a cruz nos aproxima de Deus, e essa aproximação foi realizada por intermédio de Cristo, nosso único e suficiente Salvador. A ressurreição é considerada o tema central, por ser o maior evento de toda a história, pois marca a vitória de Cristo sobre a morte e traça um novo plano de existência para o ser humano.

A cruz promove a reconciliação com Deus; a ressurreição nos dá a certeza de vida eterna, como o próprio Jesus disse: “Não se turbe o vosso coração; crede em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Se assim não fora, eu vo-lo teria dito. Pois vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim, para que onde eu estou estejais-vos também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho? Respondeu-lhes Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. ( João 14.1-6)
A páscoa, longe do significado consumista que lhe atribuem nos nossos dias, inaugura uma nova era na história da humanidade. Se por um lado a morte de Cristo nos lembra da reconciliação do homem com Deus, a ressurreição ou páscoa nos lembra da esperança nova que nos transporta a eternidade com Deus.
Aleluia, Jesus Cristo é a nossa páscoa.

Rev. Ary Sérgio Abreu Mota