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terça-feira, 21 de julho de 2009

CRIADOS POR DEUS, OU FRUTOS DO ACASO?


No dia 12 de fevereiro deste ano, foram comemorados os 200 anos do nascimento do naturalista inglês Charles Darwin (1809-2009) e os 150 anos de sua “Teoria da Evolução”. Esta teoria é baseada em sua obra intitulada “A Origem das Espécies”, lançada em 1859, sua primeira edição. Dentre os grandes debates que vêm sendo travados ao longo dos anos, há um de grande relevância mundial: Evolucionismo versus Criacionismo:
O Evolucionismo tem como base principal as idéias de Charles Darwin, cuja teoria possui seu nome: Darwinismo. De acordo com esta teoria, as espécies mudam muito pouco durante milhões de anos, e, de uma hora para outra, sem que exista uma explicação para isto, sofrem uma brusca transformação. Segundo a teoria, pelo acaso, tudo veio a existir. Sendo assim, o homem, este ser dotado de intelecto e personalidade, veio passando por “pequenas melhorias”, de “ameba do pântano a chimpanzé das selvas”. Em suma, esta teoria defende que somos filhos do caos, frutos do acaso.
O Criacionismo, como o próprio nome diz, defende que tudo o que há embaixo “na terra” ou em cima “ nos céus” é resultado de uma criação, de uma intenção perfeitamente dotada de propósitos, tendo um Criador por detrás das leis da natureza.Um Deus Soberano.
Diante dessa realidade, podemos nos perguntar: Somos obra do acaso, ou frutos da Criação de Deus? A minha preocupação é que, apesar da Teoria da Evolução apresentar dificuldades e dúvidas, ela se mantém nos círculos acadêmicos para explicar a origem da vida e sua diversidade. Todas as nossas crianças, jovens e adolescentes são doutrinadas nas escolas com essa teoria. Suas especulações são ensinadas e defendidas como se fossem verdades absolutas, que muitas vezes, confundem a fé da juventude cristã no Deus Criador. Vale à pena considerar que, assim como o criacionismo, o evolucionismo também baseia - se em opiniões pautadas na fé. Mas, uma fé baseada no acaso, pois tudo que defendem são suposições.
Acreditamos que Deus criou todas as coisas existentes como ato de sua vontade. Em Romanos 4: 17 diz que Deus “chama à existência as coisas que não existem”. Isso nos ensina que no momento da criação, não havia nenhuma matéria preexistente (antecipada) e, pelo poder de sua palavra criativa, o que não existia veio a existir .“Disse Deus: Haja luz; e houve luz” Gênesis 1: 3. O propósito das passagens bíblicas a respeito da criação não é dizer como Deus executou seu projeto, mas sim que foi Ele o seu autor e executor.
Para um criacionista existem a fé, a Bíblia e a maravilhosa realidade física criada por Deus. É certo que não podemos explicar satisfatoriamente uma fé com provas físicas, mas muitas vezes essas realidades físicas servem para amparar a fé e, é isto que vemos no caso da criação. Temos que nos conscientizar que não há espaço para a ação do acaso na origem da vida. Tudo foi planejado por Deus, o Criador. Os objetos de estudo dos evolucionistas não comprovam a teoria por eles defendida. Como declarou G.K. Chesterton: “os evolucionistas parecem saber tudo acerca do elo perdido, a não ser o fato de que ele está perdido”.
Que o nosso desafio, seja instruir as pessoas com seriedade e compromisso na palavra de Deus. Para que não sejamos vítimas de teorias que confundem a fé cristã no Deus Criador.

Deus nos abençoe.

Seminarista Rodrigo Santos

Obs. Esta pastoral foi publicada no boletim da Igreja Presbiteriana Independente de Santa Cruz do Rio Pardo no dia 19 de julho de 2009 e publicada aqui com autorização do autor. O Seminarista Rodrigo Santos cursa o 4º ano de Teologia no Seminário Teológico “Rev. Antonio de Godoy Sobrinho” em Londrina – Pr. Agradeço a gentileza concedida ao Blog “Fé e Prática”. Deus o abençoe.
Rev. Ary Sérgio Abreu Mota

sexta-feira, 10 de julho de 2009

“A MORTE É SHOW”


Esta semana Michael Jackson proporcionou ao mundo seu último show: Seu Enterro. Conhecido como “O rei do pop”, provavelmente seja hoje, mais conhecido do que Jesus Cristo pelo mundo. Foi um dos milionários americanos que mais fez doações para instituições de caridade e para causas sociais. Também foi dono de um sítio localizado em Santa Bárbara, na Califórnia, o qual deu o nome de “Neverland” (Terra do nunca), onde construiu uma mansão, um zoológico particular e um parque de diversões infantil. O nome deste sítio foi dado em referência ao lugar encantado onde o personagem “Peter Pan” realizava todos os seus desejos e sonhos, além de mantê-lo sempre como criança e, assim, fugir da vida de adulto.
Não pretendo aqui escrever uma mini-biografia de Michael Jackson, pois, a mídia, já está fazendo isso. Quero somente retirar algumas lições deste episódio para aplicá-las em nossas vidas, citando algumas passagens da Bíblia:
Primeiro: A Bíblia não condena a riqueza, mas a avareza. Todavia, as riquezas deste mundo foram desprezadas por Jesus para colocar seu plano em ação. Ele usou pessoas como seu maior tesouro. “Pois, que adiantará ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou, o que o homem poderá dar em troca de sua alma?” (Mateus 16.26) O “ídolo pop” não pode levar sua fortuna, pois ela não mudaria o seu destino final. Não adianta ser enterrado em caixão revestido de ouro ou apenas ser jogado em uma vala comum.
Em segundo lugar, a morte é um fato do qual não podemos fugir. Temos que estar prontos para prestar contas a Deus de tudo que fizemos em vida. A morte personifica os limites da existência. A morte personifica medo existencial, fim da esperança, perda do sentido da vida. Fim do Show. “Da mesma forma, como o homem está destinado a morrer uma só vez e depois disso enfrentar o juízo, assim também Cristo foi oferecido em sacrifício uma única vez, para tirar os pecados de muitos; e aparecerá uma segunda vez, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que o aguardam.” (Hebreus 9.27, 28). Michael Jackson preparava-se para uma série de shows pelo mundo, marcando seu retorno aos palcos para recuperar sua popularidade. No entanto, a morte não podia esperar seus novos 50 espetáculos.
A terceira lição que tiramos desse episódio: “Viver é uma dádiva Divina e temos que vivê-la com responsabilidade, sem desperdiçá-la”. Viver perto dos nossos parentes e amigos sempre perdoando. “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios” (Salmo 90.12). Michael não perdoou seu pai pelo tratamento que recebeu na infância; a prova disso é que não deixou nada de sua herança para ele.
A última lição que podemos tirar do “Show da Morte de Michael Jackson” é a sua obsessão pela juventude e a rejeição da própria imagem. Era como “Peter Pan”, não queria crescer emocionalmente. Aos poucos, foi se mutilando, tanto para manter a aparência infantil, quanto para oferecer ao público o espetáculo de um corpo ágil. “Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” –(1 Coríntios 13.11).
Devemos pensar nestas coisas em relação as nossas vidas... Será que também não estamos vivendo como se estivéssemos num grande “Show” na “Terra do Nunca”? Ou num palco iluminado onde representamos um papel figurativo?...
Rev. Ary Sérgio Abreu Mota