
Ernest Gordon, autor do livro "Um milagre no Rio Kwai" conta essa história verídica. O soldado então começou a enfurecer-se, entrando numa paranóia de fúria, e ordenou que o culpado desse um passo a frente. Ninguém se mexeu. "Todos morrer! Todos morrer!" ele gritava, preparando e apontando a arma em direção aos prisioneiros. Naquele instante, um homem deu um passo para frente e o guarda o surrou até a morte com o cabo de seu rifle. Quando eles retornaram ao acampamento, as ferramentas foram contadas novamente e nenhuma enxada estava faltando.
Aquele soldado anônimo sacrificou a sua vida para que seus companheiros pudessem viver. Muitos outros soldados tiveram a mesma atitude. Isso é chamado de "sacrifício extremo". Qualquer um reconhece que tal ato é nobre e bom. Por quê? Porque não há nada mais precioso do que dar a própria vida por alguém. Jesus disse: "Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos"( João 15:1)
É por isso que admiramos mártires cristãos desde Estevão (Atos 7) até missionários de hoje em dia que são mortos pelo esforço de tentar levar a mensagem de Deus em lugares perigosos. É por isso também que respeitamos pessoas que passam a vida a serviço dos pobres e necessitados. Admiramos aqueles que são capazes de entregar-se a uma causa ou em favor de conhecidos ou desconhecidos.
A páscoa nos faz pensar que, na cruz, Jesus entregou sua vida por nós, morreu em nosso lugar. Todavia, a sepultura não foi capaz de conter o melhor da história. No dizer de L. Boff “...a grama não teve tempo de crescer ao redor da sepultura de Jesus”, a ressurreição era plano de Deus... De fato, esse milagre é maior que o milagre do Rio kwai, em que o soldado desconhecido deu sua vida por seus companheiros de prisão. Jesus, ao dar a sua vida, pagou o preço por nossos pecados. Na visão do profeta “...o castigo que nos traz a paz...”( Isaias 53:5) é o real sentido da páscoa.
Não fosse o milagre da morte e ressurreição de Jesus, não estaríamos aqui a falar do amor de Deus. Fomos salvos por esse sacrifício do “cordeiro que tira o pecado do mundo” (João 1:29). Na visão de João, em apocalipse, os anjos cantam “Digno é o cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra , e glória, e louvor” (Apocalipse 5: 12).
Por fim, cito as palavras do teólogo Stanley Jones: “Nosso evangelho não termina num cadáver, mas num Conquistador; não numa tumba, mas numa vitória”.
Aleluia, Jesus Ressuscitou!
Rev. Ary Sérgio Abreu Mota

tos, as prostituições, os furtos, os homicídios, os adultério, a avareza, a malícia, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura” (Mc 7:21-22). A Bíblia chama esse lixo interior de pecado. E assim, como o lixo caseiro nos incomoda por causa do seu mau cheiro, o pecado incomoda e cheira mal as narinas de Deus. Por isso, Ele criou um eficiente serviço de coleta de pecado que está disponível em todas as partes do mundo, até mesmo nos lugares mais pobres, onde não há sequer serviço de saneamento básico e, o melhor disso, é que ele é totalmente gratuito!